Battisti e as greves de fome

Mais uma polêmica internacional gestada pelo governo Lula: membros do partido Movimento pela Itália anunciaram uma greve de fome para pedir a extradição de Cesare Battisti, que aliás também iniciou greve  semelhante para forçar sua permanência no Brasil.

Um comunicado assinado por Fabio Sabbatini Schiuma, Paola Marraro e Massimo Larcinese explica a razão do protesto: “Battisti foi condenado à revelia à prisão perpétua por ter cometido quatro assassinatos. Durante o período em que esteve foragido, foi beneficiado pelas legislações dos Estados estrangeiros”.

Quatro pessoas foram mortas no final da década de 70 em ações do Proletários Armados pelo Comunismo (PAC), que Battisti integrava. Ele foi condenado na Itália mas permaneceu por mais de 20 anos na França e no México, antes de chegar ao Brasil. Foi preso no Rio de Janeiro em 2007, está preso, mas foi beneficiado pelo governo brasileiro com o status de “refugiado político”. O pedido de extradição apresentado pela Itália é analisado pelo STF. Com votação no Supremo empatada em 4 a 4, Battisti  anunciou uma greve de fome, que foi respondida com protesto semelhante pelo presidente da associação de vítimas do terrorismo Domus Civitas, Bruno Berardi.

É de impressionar  a capacidade do governo federal de defender com tanta garra um homicida. O que diriam Lula e Tarso Genro às famílias das vítimas de Battisti?

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