O potencial do curauá

O Globo Rural fez excelente reportagem sobre a fibra do curauá. Hoje, a produção no Pará ainda é pequena e se concentra às margens do rio Tapajós, mas a fibra tem grande potencial por causa de sua resistência e pode ser usada em uma ampla variedade de indústrias.

Lembro que quando fui reitor da UFPa assinei um convênio com a Daimler-Chrysler do Brasil no valor de 1 milhão de dólares para que o Programa Pobreza e Meio Ambiente na Amazônia (Poema) pesquisasse componentes naturais para a indústria automobilística. No ano de 1992 – em plena época da ECO-92 – esse esforço avançou para a implantação, no município paraense de Ponta de Pedras, de uma fábrica de encostos de cabeça para bancos de caminhões fabricados pela Mercedes-Benz em Campinas. Os encostos eram feitos de fibra de coco.

Isso tudo evoluiu para uma fábrica de encostos feitos de fibra de coco em Ananindeua. Logo ali se passou a fabricar também pára-sois e bancos dos automóveis Classe A, feitos na fábrica da Mercedes em Betim (MG).

A utilização da fibra do curauá foi bem investigada. Por ser bem resistente, foi misturada à resina sintética e chegou-se a um produto final muito forte  cuja utilização pude verificar in loco na visita que fiz à fábrica da Mercedes na Alemanha. Se Deus quiser, ainda veremos essa fibra amazônica ganhar muito destaque no mundo inteiro.

Veja aqui a reportagem do Globo Rural

Aqui você encontra a reportagem sobre o Curauá no site do G1 – Amazônia

Saiba mais sobre a fábrica de Ananindeua

Leia aqui sobre a atuação internacional do Poema

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