Política e redes sociais

Desde a eleição de Barack Obama, intensificou-se a presença de políticos de todo o mundo na internet. Nesse contexto, acho muito interessante refletir sobre o uso das redes sociais como instrumentos para fazer política. Não aquela política pequena, tacanha e interesseira, mas política no sentido pleno da expressão. Política grandiosa, atenta aos deveres dos governos e dos ocupantes de cargos públicos e, principalmente, ao bem-estar dos cidadãos. Política que se traduz em ética, dignidade e trabalho sério.

Nesse sentido, as redes sociais – em vez de ser entendidas como espaços onde simplesmente se ganha eleitores – podem se converter em espaços democráticos, onde se troca ideias de forma respeitosa, onde o debate é franco e o diálogo aberto, inclusive a críticas. É a oportunidade de cada político “ouvir” sua gente, sondar expectativas e tendências, travar contato com opiniões contrárias, ouvir sugestões e manifestar-se a tempo, opinar e colher dados para seu mandato.

A internet – todos sabem – é um território sem fronteiras onde a liberdade alcança patamares que sequer se sonhava há duas décadas. A web reescreveu papéis, redefiniu critérios e tornou-se campo para testar as novas relações sociais que surgem. E também converteu-se em termômetro privilegiado da opinião pública. Por isso se faz necessário falar de si, mas também observar: quem são, o que fazem, quais são as posições e atitudes da população de minha terra, em seus múltiplos segmentos? O que esperam? O que apreciam ou rejeitam?

Aqui na web, junto a um público instantaneamente superinformado, políticos com ou sem mandato têm uma oportunidade valiosa de criar laços importantes com a população. Podem estabelecer contatos diretos com pessoas que vivem a milhares de quilômetros, interagir com quem está distante, conhecer e serem conhecidos, além de serem introduzidos ao mundo da netiqueta que restaura as boas maneiras ao vetar exageros ou a ultrapassagem de limites.

E é necessário estar preparado para viver no mundo virtual: quem vem à web deve esperar um acompanhamento mais intenso de seu trabalho. Estará ainda mais exposto à fiscalização. E exatamente por causa disso deve estar pronto a espantar qualquer tentação à censura e ouvir o que desejam dizer seus leitores e eleitores.

Sem dúvida a web chegou para ficar na política. E espero que traga consigo as marcas do mundo virtual: práticas novas, criativas e inteligentes. No final, todos ganharemos: o País ao ver nascer uma nova relação político-eleitor (muito mais próxima e transparente), o eleitor por ter a oportunidade de dizer sua opinião diretamente ao seu representante  e nós, os políticos, que, beneficiados pela força da informação correta, poderemos desenvolver ações ainda mais aprimoradas do ponto de vista ético e dos resultados práticos em favor da nossa população.

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