A saúde paraense na Pnad 2008

O IBGE divulgou hoje a publicação Um panorama da saúde no Brasil: acesso e utilização dos serviços, condições de saúde e fatores de risco e proteção à saúde 2008, que divulga os resultados do levantamento suplementar de saúde da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008. Peguei e informo aqui, em primeira mão, alguns dados relativos ao Pará:

Domicílios particulares e moradores cadastrados em unidade do Programa Saúde da Família – Dos 1.939 domicílios visitados, 919 (47,4%) eram cadastrados e 1.020 (52,6%) não cadastrados . De 7.363 moradores, 3.731 eram cadastrados no programa e 3.632 não cadastrados. Dos cadastrados, 85,1% estavam no programa há mais de um ano.

Na autoavaliação do estado de saúde, a população paraense, 7.367 pessoas foram ouvidas na pesquisa. Destas, 5.245 disseram que seu estado de saúde é “bom” ou “muito bom”, 1.802 avaliaram como “regular” e apenas 321 informaram que sua saúde era “ruim” ou “muito ruim”.

Um total de 6.729 paraenses disseram não ter sido internados em hospitais e clínicas de saúde nos últimos 12 meses. Dos 638 internados, 516 tiveram apenas uma internação hospitalar, 77 tiveram duas internações e 45 três ou mais. Apenas 757 pessoas disseram ter tido restrição de atividades nas últimas duas semanas, com tempo médio de cinco dias parados.

Será? A própria pesquisa dá pistas intrigantes: quanto à realização de consultas médicas nos últimos 12 meses, dos 7.367 entrevistados, 2.820 disseram não terem ido a qualquer consulta médica, enquanto 4.548 precisaram ser consultados. Destes, 2.362 foram ao médico entre uma e 2 vezes; 1.362 entre 3 e 5 vezes; 687 entre 6 e 12 vezes e 138 mais de treze vezes. Das 890 pessoas que disseram ter procurado por serviço de saúde nas 2 semanas anteriores à pesquisa, 858 foram atendidos e 32 não receberam atendimento.

Mas a pesquisa detalha alguns pontos interessantes: os 6.477 paraenses que não procuraram serviços de saúde nas duas semanas anteriores à entrevista, 6.142 disseram não haver necessidade de buscar um médico, mas 62 declararam não ter dinheiro para isso, 78 informaram que o local de atendimento era distante ou de difícil acesso ou, ainda, apontaram dificuldade de transporte até o hospital ou posto de saúde. E houve 34 que disseram que o horário era incompatível, 78 reclamaram que o atendimento era “muito demorado”, 36 afirmaram que o estabelecimento procurado não dispunha de especialistas, um achava que não tinha direito ao atendimento, 6 não tinham quem os acompanhasse, 7 não gostavam dos profissionais do estabelecimento e 34 alegaram outros motivos.

Já na consulta a dentistas, com o mesmo número de entrevistados, 1.335 nunca haviam consultado, enquanto 6.033 visitaram o consultório odontológico em alguma ocasião. Destes, 2.256 foram ao dentista há menos de um ano; 1.193 entre um e dois anos; 472 entre dois e três anos; e 2.111 declararam haver ido ao dentista há três anos ou mais.

Um total de 5.610 paraenses disseram não ter doenças crônicas, enquanto dos 1.758 que declararam ser doentes, 1.129 disseram ter somente uma doença, 387 declararam ter duas doenças e 243 ter três ou mais doenças crônicas.

A pesquisa mostrou que a maioria dos paraenses não têm planos de saúde: dos 7.367 ouvidos na pesquisa, 6.358 não possuíam plano de saúde. Dos 1.009 que tinham plano de saúde, 490 eram titulares e 519 dependentes. A maioria (649) tinha plano de empresas privadas, enquanto 361 tinham planos de assistência ao servidor público.

No Pará, de 1.830 mulheres de 25 anos ou mais de idade entrevistadas, 140 haviam realizado cirurgia para retirada do útero. Um dado preocupante: o número de mulheres de 25 anos ou mais de idade que fizeram exame clínico das mamas (realizado por médico ou enfermeiro). Das 401 entrevistadas, 184 fizeram o exame e 214 não fizeram. Do total de 286 entrevistadas, somente 118 haviam feito mamografias. E de 866 mulheres ouvidas, 530 fizeram o exame preventivo para câncer do colo do útero no período de até um ano antes da data da entrevista.

Quanto às mulheres de 40 anos ou mais de que fizeram exame clínico das mamas, 500 foram entrevistadas: 224 haviam feito o exame a até um ano e 276 há mais de um ano. Um total de 198 mulheres de 50 a 69 anos de idade fizeram mamografia, 58 haviam feito o teste há mais de dois anos. Assustador é saber que das 1.347 mulheres de 25 a 59 anos de idade que fizeram exame preventivo para câncer do colo do útero, 1 225 haviam feito o exame há pelo menos três anos e 122 há mais de três anos.

Acesse aqui a pesquisa completa do IBGE

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Uma resposta to “A saúde paraense na Pnad 2008”

  1. Merideth Whitker Says:

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