Servidora da Receita cumpria ordens superiores

A Veja noticiou hoje (leia aqui a íntegra da notícia) que a servidora da Receita Federal Adeildda Ferreira dos Santos, dona do computador por meio do qual foram acessados os dados sigilosos de Verônica Serra, filha do candidato tucano à Presidência, José Serra, e de outras quatro pessoas ligadas ao PSDB, afirma que apenas “cumpria ordens superiores”.

A versão da defesa de Addeilda desbanca a tese apresentada pela Receita, de que havia indícios de que a violação dos sigilos fiscais de contribuintes tenha ocorrido por ação de um esquema organizado que atuaria dentro do órgão mediante pagamento de propina.

Em entrevista ao Jornal da Globo, o advogado da servidora afirmou que Addeilda imaginava que sua chefe e os demais superiores estavam munidos de procurações que autorizavam o acesso a tais dados. “Não cabia a ela questionar isso”, afirmou Marcelo Panzardi.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o advogado foi além e atacou diretamente a direção da Receita Federal. Ele acusou o órgão de querer “abafar o caso porque sua imagem já está no chão e não quer afundar ainda mais”. Afirmo taxativamente que ela foi usada, não cometeu crime algum”, disse o advogado.

Panzardi ainda afirmou que a divulgação de que foram acessados por Addeilda os registros de 2.949 contribuintes entre agosto e dezembro de 2009 é irrelevante. “O que tem que ser identificado é a motivação. Isso a Receita ainda não apurou e maldosamente divulga que foram acessados dados de quase 3.000 pessoas jurídicas e físicas de fora da jurisdição de Mauá como se fosse irregular”.

Adeilda estava cedida à Receita pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e foi devolvida ao órgão de origem na última segunda-feira. “O que tem que ser apurado é a motivação. Quem tinha que saber se era motivado ou não era a chefe. Querem encobrir situação mais grave, desviar o foco da Receita, a grande responsável. Antônia é o estopim de tudo. Da senha dela os dados foram abertos”, afirmou Panzardi ao jornal.

Foi de Antônia a senha utilizada para consultar as informações de imposto de renda dos tucanos. Segundo a Receita, dos 2.949 CPFs acessados, 2.591 são de contribuintes que não moravam na região de Mauá – o que é um indício de acesso imotivado. O advogado de Addeilda não citou os nomes dos superiores a que se referiu.

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