Crack chega às pequenas cidades

Do site da Revista Veja tirei essa reportagem preocupante.

Gabriel Castro, de Brasília

Inicialmente restrito às grandes cidades, o crack já chegou à maioria absoluta dos municípios brasileiros, e se alastra também por áreas predominantemente rurais. Uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional dos Municípios (CNM) com 3.950 prefeituras – ou 71% do total – mostra que a droga chegou a 98% das cidades analisadas. Cerca de 70% delas têm menos de 20 mil habitantes.

A conclusão do estudo mostra que o Plano de Enfrentamento ao Crack do governo federal é insuficiente para conter o avanço da droga, pois restringe suas ações aos municípios com mais de 20 mil habitantes – 30% do total. No levantamento feito pela CNM, apenas 3% das prefeituras declararam ter aderido ao programa. “Não há política organizada de combate ao crack, não há estratégia de enfrentamento no país”, diz Paulo Ziukowlski, presidente da confederação.

De acordo com o levantamento da CNM, nove em cada dez cidades não têm um programa municipal de combate ao crack. Entre as que possuem uma estratégia de enfrentamento ao avanço da droga, mais de 60% não recebem qualquer apoio dos governos federal ou estadual. Apenas 15% das cidades onde houve pesquisa possuem Centro de Atenção Psicossocial (CAP), para tratamento de dependentes.

A CNM pretende usar esses dados para pressionar o governo federal a intensificar a fiscalização sobre as fronteiras por onde a cocaína entra no país e aumentar  o controle sobre os produtos químicos usados na composição do crack. A entidade defende ainda uma descentralização dos recursos aplicados no combate à droga. “Podemos chegar nas próximas décadas a um universo de 10 milhões de brasileiros consumindo crack”, afirma Paulo Ziukowlski, citando projeções feitas em países europeus.

Especialistas ouvidos pela CNM também calculam que a epidemia do crack irá causar 300 mil mortes em até seis anos no país.

Pesquisa – O levantamento da Confederação Nacional dos Municípios contactou as 5.563 prefeituras do país. Destas, 3.950, das 27 unidades da federação, responderam às 12 perguntas do questionário aplicado. A CNM deve passar agora para uma análise regionalizada a respeito do avanço do crack no país.

 

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