A comédia dos erros

mensalão“Um homem nunca deve sentir vergonha de admitir que errou”.

A máxima acima é do poeta e filósofo britânico Alexander Pope. Creio firmemente que ela deveria ser obrigatória para todos, particularmente homens públicos. Assumir os próprios erros, encarando-os com dignidade, é prova de sabedoria e demonstração de maturidade e espírito democrático.

Lembrei-me dela ao tomar conhecimento, esta semana, do episódio da exposição de fotos sobre os dez anos do Partido dos Trabalhadores à frente do governo federal. Na exposição que ocorreu em um corredor da Câmara dos Deputados, faltou o ano de 2005, o ano do Mensalão. A exposição simplesmente ignorou 2005 e saltou direto do ano de 2004 para o ano de 2006!

Diante da ausência de episódio tão importante da história recente do País, os parlamentares dos Democratas (DEM) decidiram dar sua contribuição com um imenso cartaz em que lembravam ao PT que 2005 existiu, sim, e foi o ano do maior escândalo de corrupção do governo federal desde a era Collor.

Obviamente o assunto terminou em bate-boca e confusão (leia o relato completo aqui), que se estendeu até ao plenário. Alguns parlamentares petistas perderam a compostura e se exaltaram além da conta.

Tal atitude também lembra outra frase famosa, a do poeta francês Paul Valéry: “É próprio das censuras violentas tornar críveis as opiniões que elas atacam.”

Assim, melhor conviver com os erros, evitando repeti-los e declinando de atos violentos de censura aos que os apontam.

Anúncios

Tags: , , ,

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s


%d blogueiros gostam disto: