Viva a amizade e o cooperativismo entre os povos do Brasil e do Japão

Comemoramos os 110 anos da Imigração Japonesa. Vindo de Kobe, o primeiro grupo de 781 imigrantes japoneses desembarcou do navio Kasato Maru no porto de Santos em 18 de junho de 1908. Naquele instante começava a se formar a maior comunidade nipodescendente fora do Japão. Hoje, em todo o Brasil, há 1,9 milhão os descendentes de japoneses, que trabalharam arduamente para construir o Brasil e se tornaram parte importantíssima da nossa identidade e da nossa cultura.

Há 89 anos os japoneses chegaram à Amazônia e formaram, no Pará, a segunda maior comunidade nipodescendente do Brasil. Como presidente da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, recebi com muita alegria a visita do embaixador do Japão, Akira Yamada, e transmiti a ele o grande orgulho que tem o Pará de sua comunidade nipônica.

Leia trechos do artigo “Tem tigre na selva”, de Gustavo Paul sobre a principal colônia japonesa no Pará, publicado no site em comemoração ao centenário da imigiração japonesa no Brasil. (http://www.japao100.com.br/arquivo/tem-tigre-na-selva/)

As primeiras 43 famílias de japoneses chegaram ao Pará em setembro de 1929, a bordo do vapor Montevideu Maru. Sua missão era colonizar os 50 mil hectares comprados por eles do governo do Estado. Nesse época não havia estradas nem qualquer outro meio de contato com o mundo além do rio. A atual estrada de acesso ao município só foi aberta em 1974. A viagem de barco até Belém durava entre dois e três dias. Até 1953, plantavam hortaliças, cacau e arroz, compravam caro o que precisavam, mas, como não havia a quem vender, quase toda a produção se perdia na lavoura. Parte da população acabou dizimada pela malária. A vida nessa época foi tão difícil que, das 374 famílias que chegaram lá nos primeiros anos, sobraram apenas 98. As outras migraram para o sul do país.

Superadas as dificuldades, na comunidade nipônica de Tomé-Açu não existe um analfabeto sequer. Nem todos sabem ler e escrever em português. Mas todos sabem japonês. A cooperativa agrícola local, a Camta, é uma das mais lucrativas do país e a renda média da família de seus associados chega a 10 000 dólares anuais.

A comunidade japonesa em Tomé-Açu mudou o destino e o cenário do município. Influenciaram a agricultura, trouxeram técnicas agrícolas inovadoras e se tornaram-se os pequenos agricultores mais bem-sucedidos da Amazônia.

Depois de trazer para o Brasil a pimenta-do-reino e a acerola, fruta muito popular hoje nas grandes cidades, e de aprender a cultivar maracujá e guaraná, os japoneses de Tomé-Açu tomaram gosto pela pecuária. Uma das fazendas, a da Nipaki Agropecuária, empresa formada por duas cooperativas de pequenos e médios empresários do Japão, tem 20 mil hectares, quase o tamanho do município gaúcho de Novo Hamburgo, e custou meio milhão de dólares. “Quando digo lá no Japão o tamanho da fazenda, as pessoas acham que estou exagerando”, conta o administrador Nario Suguimoto, de 36 anos. Filho de um ex-deputado do Partido Socialista japonês, Suguimoto veio para o Brasil há dezoito anos especialmente para cuidar da fazenda.

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